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É fundamental a capacitação dos motoristas para um comportamento seguro no trânsito, priorizando a “Preservação da vida, da saúde e do meio ambiente”, e atendendo à Política Nacional de Trânsito.

Técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E agora, uma parte delas vai estar disponível para você aqui neste tópico. Preste muita atenção, pois elas podem salvar vidas.

COMO FAZER:

O importante é ter sempre em mente a seqüência das ações a serem realizadas, igual em todos os casos:

1)  mantenha a calma;

2) Cuide de sua segurança, estacione seu veículo em local seguro e só deixe descer do mesmo as pessoas que possam ajudar;

3) Sinalize e procure isolar o local do acidente. Acione o pisca-alerta, use triângulo, galhos de arvore,ou qualquer outro objeto, sempre colocado a uma distância segura do local 

- Peça socorro;
- Verifique as vítimas;
- Controle a situação, mostrando decisão e firmeza nas suas ações;

COMO ACIONAR O SOCORRO?

Quanto mais cedo chegar o socorro profissional, melhor para as vítimas de um acidente.

Atualmente, na maior parte do Brasil, nós podemos contar com serviços de atendimento às emergências. São serviços gratuitos, que geralmente têm números de telefone padronizados em todo o país.

Dica eficiente para quem utiliza celular é deixar registrado no aparelho, o numero da emergência.

SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA DO LOCAL

As diversas ações necessárias num acidente de trânsito podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Enquanto uma pessoa telefona, a outra sinaliza o local, por exemplo. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, garante-se a segurança no local e evita-se outros acidentes.

- Portanto, inicie a sinalização em um ponto onde os motoristas não possam ver o acidente. Quando o ele interferir nas duas mãos de direção, sinalize nos dois sentidos da via.

- Demarque todo o trecho, do inicio da sinalização até o acidente, indicando quando houver desvio de direção. Faça o melhor que puder, aguardando as equipes de socorro, que vão completar a sinalização e os desvios.

- Para manter o trafego fluindo, coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para orientar a passagem dos carros, e não permita que curiosos parem na via destinada ao tráfego.

QUE MATERIAIS PODEM SER UTILIZADOS NA SINALIZAÇÃO?

- Use o seu triangulo e dos demais carros do local. 

- Outros itens encontrados nas imediações também podem ser usados, como galhos de arvores, latas, pedaços de madeira de tecido, etc;

- À noite ou com neblina, a sinalização deve ser feita com materiais luminosos. Lanternas, pisca-alertas e faróis dos veículos devem ser sempre utilizados;

- Jamais use fósforos ou qualquer chama exposta;

ONDE DEVE FICAR O INICIO DA SINALIZAÇÃO?

Como você já viu, a sinalização deve ser iniciada para ser vista pelos motoristas de outros veículos antes do acidente.
Melhor do que falar em metros é falar em passos, que podem ser medidos em qualquer situação. 

As distancias para início da sinalização são calculadas com base no espaço necessário para o veículo parar após iniciar a frenagem, mais o tempo de reação do motorista. Assim quanto maior a velocidade, maior deve ser a distância para iniciar a sinalização.

Não tire o capacete de um motociclista, pois esta é uma ação de alto risco, principalmente se ele estiver inconsciente.

Não dê nada para a vítima ingerir, nem mesmo água, que pode interferir no atendimento hospitalar.

 

Observação:

Exame Primário: visa verificar se a vítima tem vida e qual a possibilidade da mesma aguardar um socorro especializado.

Exame Secundário: visa verificar se existem outras lesões, qual a sua gravidade e efetuar o devido tratamento, de acordo com a necessidade.

Atendimento de Emergência: os agravos e traumas necessitam de assistência imediata, risco de vida iminente, falência das funções vitais.

Atendimento de Urgência: necessitam assistência imediata, apesar das condições agudas não há perigo iminente de falência das funções vitais.

Primeiros Socorros

São medidas iniciais que tomamos a fim de evitar o agravamento das lesões e manter a vida da vítima.

Muitas mortes podem ser evitadas com atendimento de primeiros socorros adequado no local do acidente. Em alguns casos de acidente o médico mais indicado é a pessoa que está próxima da vítima, por isso todos devemos saber basicamente

• O que fazer
• O que não fazer
• Como fazer

1 - O que fazer:
• Prestar socorro à vítima.

2 - O que não fazer:
• Abandonar a vítima (omitir socorro é crime).
• Tumultuar o ambiente (local do acidente).
• Entrar em pânico.
• Comentários pessimistas.

3 - Como fazer:
• Cuide antes de sua segurança, estacione seu veículo em local seguro e só deixe descer do mesmo as pessoas que possam ajudar.
• Sinalize e procure isolar o local do acidente. Acione o pisca-alerta, use triângulo, galhos de árvore, ou qualquer outro objeto, sempre colocado a uma distância segura do local (pelo menos 40 passos).
• Não tome nenhuma atitude antes de examinar e observar bem o local do acidente.
• Se estiver escuro não use fósforos ou qualquer chama exposta.
• Ao prestar socorro utilize os ítens de seu kit de Primeiros Socorros para evitar o contato direto com sangue e ou secreções da vítima.

Atenção
Evite movimentar a vítima sem os cuidados necessários que abordaremos adiante. 

Não remover a vítima com suspeita de lesão na coluna (vertebral ou cervical), pois movimentos bruscos e excessivos da coluna cervical (pescoço) podem tranformar uma fratura sem lesão neurológica em deslocamento da fratura com comprometimento neurológico.

    

Priorize as vítimas que estejam inconscientes, sem pulso ou com sangramento, em relação às que estejam gritando.

ABORDAGEM DA VÍTIMA

Sinais Vitais

Em qualquer situação de urgência ou emergência, você terá de verificar os sinais vitais da vítima, eles são referência para os seus procedimentos de primeiros socorros. Geralmente se fala em coloração da pele, reação das pupilas à luz, entre outras coisas, mas, vamos nos ater a sinais mais importantes.

Definição: São sinais emitidos pela corpo que atestem se suas funções estão normais. Qualquer alteração indica anormalidade.

Temperatura
É o nível de calor a que chega um determinado corpo, ou seja, é a diferença entre o calor perdido e o calor produzido pelo organismo.
Você pode verificar a temperatura da vítima simplesmente encostando sua mão na pele da mesma, dessa forma estará confirmando se há alguma alteração.

Obs.: Na emergência a principal característica a ser observada é a queda de temperatura.

Pulso

É a ondulação exercida pela expansão das artérias seguindo uma contração do coração.
O pulso pode ser percebido sempre que uma artéria é comprimida contra um osso.
Existem vários locais onde podemos perceber o pulso mas, os mais utilizados em situações de emergência são: CAROTÍDEO e RADIAL.

FREQUÊNCIAS:

HOMEM        60 a 70 bpm

MULHER        65 a 80 bpm

CRIANÇAS        120 a 125 bpm

LACTENTES        125 a 130 bpm

Adulto:
TAQUICARDIA        bpm superior a 100
BRADICARDIA        bpm inferior a 50

Respiração

É a sucessão rítmica de movimentos de expansão e de retração pulmonar com finalidade de efetuar trocas gasosas entre a corrente sanguínea e o ar através dos pulmões.

Ao verificar a respiração devemos sempre observar como ela se apresenta, superficial ou profunda, suave ou ruidosa, com ritmo regular ou irregular e a freqüência (movimentos respiratórios por minuto). Ao efetuarmos a contagem da respiração faremos de maneira que a vítima não perceba, pois ela pode alterá-la (finja que está verificando pulso radial).

FREQUÊNCIAS:

HOMEM    15 a 20 mrm

MULHER    18 a 20 mrm

CRIANÇA    20 a 25 mrm

LACTENTE    30 a 40 mrm

Abordagem Inicial

Como foi citado anteriormente, o primeiro procedimento é a segurança do local, em seguida faremos o atendimento à vítima. O que devemos determinar inicialmente é a extensão das lesões que oferecem risco de vida, corrigindo de imediato os problemas encontrados, para isso devemos efetuar uma sequência padronizada que chamamos “EXAME PRIMÁRIO”.

É no Exame Primário que verificamos os sinais vitais da vítima, seguindo uma sequência lógica, a qual não podemos alterar ou pular passos, com o risco de agravarmos o estado da mesma.

Exame Primário

A - Vias Aéreas com controle de coluna cervical:
Segure a cabeça da vítima na posição em que ela estiver, imobilizando assim a coluna cervical, chame-a, se ela responder normalmente é porque as vias aéreas estão boas (A) e a pessoa respira bem (B). Nesse momento ir para (C). Se a vítima não responde normalmente, examina-se as vias aéreas: na boca, busque por objetos que possam causar obstrução, retire-os.

B - Respiração (ver, ouvir e sentir):
Examinar a respiração (veja movimentos do tórax, ouça e sinta o deslocamento de ar), se ausente, iniciar a respiração artificial (duas insuflações iniciais), se presente, analisar a sua qualidade: lenta e superficial ou rápida e profunda, ritmo regular ou irregular, tranqüila ou ruidosa.

C - Circulação e grandes hemorragias:
Verificar o pulso. A ausência indica não haver circulação e haver parada cardíaca, iniciar massagem cardíaca externa. Se o pulso está fraco, indica estado de choque, transportar. Verificar sangramentos, controlar.

D - Estado neurológico:
Verificar nível de consciência, se alerta, reagindo à voz, reagindo à dor ou não reage.
Se a vítima tiver lesões que ofereçam risco de vida, transportar imediatamente ao hospital.

E - Exposição da vítima:
Retirada das vestes a fim de verificar alguma lesão (ferimento com sangramento, fratura exposta, etc.) que esteja encoberto pelas mesmas.

Exame Secundário

Só se inicia após completar o A-B-C-D-E. Examinar todo o corpo por meio de palpação e inspeção.

Palpação: deformidade, rigidez, flacidez.
Inspeção: cor da pele, simetria, alinhamento, deformidade, sangramento.
Sequência: Cabeça, rosto, pescoço, cintura escapular, tórax, abdômen, cintura pélvica, membros inferiores, membros superiores, dorso.

Durante todo o exame mantenha-se atento ao A-B-C.
Mantenha o tempo todo a imobilização da coluna cervical.

Desobstrução de Vias Aéreas

Introdução

Existem situações onde a vítima pode apresentar obstrução de vias aéreas por algum objeto, próteses dentárias, alimentos, etc., para evitar a morte por asfixia, devemos efetuar procedimentos de desobstrução, lembre-se que a respiração é um sinal vital e, sem ela qualquer pessoa tem morte certa em poucos minutos.

Respiração Adequada:
1. Existem movimentos para cima e para baixo em tórax e abdômen;
2. Existe deslocamento de ar que pode ser ouvido ao sair da boca;
3. O ar pode ser sentido saindo do nariz e da boca.

Respiração Inadequada:
1. Nenhum ar pode ser ouvido ou sentido, no nariz ou na boca;
2. A respiração apresenta ruídos estranhos;
3. A respiração está lenta;
4. A vítima apresenta coloração cinza-azulada da pele, em volta dos lábios, ouvidos, unhas e, às vezes, corpo inteiro.

Desobstrução de Vias Aéreas

Manobras de Elevação do Queixo (Inclinação da Cabeça)

Os dedos de uma das mãos são colocados abaixo do queixo, o qual é suavemente tracionado para cima, elevando-o anteriormente. O polegar da mesma mão deprime o lábio inferior para abrir a boca. O polegar pode, também, ser colocado atrás dos incisivos inferiores, enquanto simultaneamente o queixo é suavemente levantado. Se a respiração boca a boca é necessária, as narinas são fechadas com o polegar e o indicador da outra mão.

Manobras de Elevação da Mandíbula

Localizam-se os ângulos da mandíbula e traciona-se a mandíbula para a frente. Se os lábios se fecham, o inferior pode ser retraído com o polegar. Se a respiração boca a boca é necessária, devemos fechar as narinas, obstruindo-as com os dedos da outra mão.

Tapotagem e Manobra de Heimlich

Para remover corpos estranhos obstruindo as vias aéreas é necessário combinar duas manobras: batida nas costas (tapotagem) e compressão abdominal (manobra de Heimlich), na criança é feita a compressão do tórax, sendo contra-indicado a compressão abdominal, pelo risco de lesão dos órgãos abdominais.

a) Recém-natos e lactentes
• Deite a criança com a face para baixo, sobre o seu antebraço;
•Aplique quatro tapinhas nas costas com a palma da sua mão, regulando a força proporcionalmente ao tamanho da criança;
• Vire a criança, mantenha a cabeça rebaixada em relação ao tronco, apoie a cabeça sobre sua coxa;
• Aplique quatro compressões torácicas em rápida sucessão.

b) Crianças maiores
• Deite a criança de bruços sobre a superfície (se for o chão ajoelhe-se ao lado);
• Segure-a pelas coxas para erguer o tronco em relação à cabeça;
• Aplique quatro tapinhas nas costas entre as escápulas (no meio das costas), regulando a força proporcionalmente ao tamanho da criança;
• Mantendo o alinhamento da coluna, role a criança e aplique quatro compressões torácicas.

c) Adultos
Vítima em Pé
• Identificar a obstrução;
• Administrar 4 compressões abdominais;
• Administrar 4 tapas nas costas;
• Alternar até conseguir a desobstrução, ou até a pessoa tornar-se inconsciente.

Vítima Inconsciente
• Colocar a vítima em decúbito dorsal (de costas);
• Abrir a boca, procurando o corpo estranho;
• Abrir as vias aéreas e ventilar 2 vezes, se não conseguir retirar o corpo estranho;
• Administrar 4 compressões abdominais;
• Administrar 4 tapas nas costas;
• Continuar até conseguir ou chegar um socorro especializado, não esquecendo de, a cada ciclo, ventilar duas vezes.

Retirada Manual de Corpos Estranhos

Em crianças é particularmente arriscada a remoção manual de corpos estranhos nas vias aéreas, pelo perigo de serem empurrados para uma posição de maior obstrução e maior dificuldade de remoção.

    

A manobra de palmadas e compressões pode ser suficiente para tornar o corpo estranho visível e acessível. Pode também deslocá-lo para uma posição em que, embora ainda inacessível, a obstrução seja aliviada.

Use o polegar e o indicador (o polegar sobre o indicador) de uma das mãos para introduzir na cavidade bucal, forçando de um lado o “céu da boca” e do outro a língua, abra a boca da vítima o máximo possível, dessa forma ela não poderá mordê-lo.

Colocar o dedo indicador da outra mão dentro da boca até a base da língua. Usar ação de enganchar (”pescar” o objeto), para desalojar o corpo estranho e puxá-lo para dentro da boca, para que este possa ser removido.

Ressuscitação Cárdio-pulmonar

Parada Cardíaca

A parada cardíaca é reconhecida pela ausência de pulso nas grandes artérias em uma vítima inconsciente e que não apresenta respiração.
Diagnosticada a parada respiratória (na letra “B” do exame primário), o cidadão abre a via aérea e rapidamente ventila duas vezes, na letra “C” confirma se está em parada cardíaca, então inicia a Ressuscitação Cárdio-Pulmonar.

A compressão cardíaca externa consiste na aplicação rítmica de pressões sucessivas sobre a metade inferior do esterno (mas não sobre o apêndice xifóide).

Em crianças de colo a massagem é feita com apenas dois dedos, um dedo abaixo da linha dos mamilos, no esterno.
Em crianças a massagem é feita com apenas um dos braços.

Diagnóstico:
• Ausência de pulso (carotídeo, radial, femural);
• Pele fria, azulada ou pálida;
• Parada respiratória (freqüente, mas não obrigatória);
• Inconsciência;
• Dilatação das pupilas (freqüente, mas não obrigatória).

Ventilação Artificial

A freqüência ventilatória a ser obtida é de 20 movimentos ventilatórios por minuto (uma insuflação a cada 3 segundos) para recém-nascidos e lactentes e 15 movimentos por minuto (uma insuflação a cada 4 segundos) nos pré-escolares e crianças mais velhas.
Para recém-nascidos, lactentes e pré-escolares, faça a ventilação boca-a-boca-e-nariz e sopre somente o ar das bochechas, nas crianças maiores, a ventilação boca-a-boca é aplicável. Sopre apenas o suficiente para expandir o pulmão.    
No adulto a freqüência a ser obtida é de 15 movimentos respiratórios por minuto (uma insuflação a cada 5 segundos), faça a ventilação boca-a-boca.

Massagem Cardíaca

Na compressão cardíaca tornam-se evidentes as grandes diferenças entre recém-nascidos e lactentes, crianças maiores e adultos. Entretanto se mantém a indicação de se proceder a massagem cardíaca com a vítima posicionada sobre uma superfície rígida.

Recém-natos e lactentes

O coração situa-se mais alto que no adulto, por isto a compressão deve ser feita a 01 (um) dedo abaixo da linha dos mamilos. Use os dedos indicador e médio para a massagem cardíaca e comprima o peito de 1,5 à 2,0 cm. A cada 3 compressões, faça uma ventilação.*

Infantes e crianças maiores

O coração está mais rebaixado que nos recém-natos e lactentes mas ainda não ocupa a posição definitiva e encontrada no adulto.
A compressão deve ser feita no ponto mais deprimido do esterno com o dedo indicador. Use apenas uma das mãos. Tente realizar 80 compressões por minuto. Nestes casos é possível fazer 30 compressões alternadas com 2 ventilações (30x2)*. 

Técnica com Uma Pessoa

• Se a vítima não reage inicia a RCP com a seqüência de 30 massagens: 2 ventilações;*
• Localize o apêndice xifóide (local onde as últimas costelas se unem, próximo à “boca do estômago”), dois dedos acima dele coloque o “calcanhar” de uma das mãos e, com a outra, entrelace os dedos forçando as mãos para cima, a fim de não pressionar as costelas, em cima do osso Esterno;
• Faça 30 massagens e 2 ventilações por 4 vezes;
• Após a quarta vez, verifique respiração e pulsação;
• No caso de restabelecimento espontâneo, encaminhe a vítima ao hospital o mais rápido possível;
• Se não restabeleceu, continue.

Técnica com Duas Pessoas

Uma vez que a circulação artificial sempre deve ser combinada com a ventilação artificial, é preferível ser feita por duas pessoas;
• Uma pessoa é posicionada ao lado da vítima e realiza compressão cardíaca externa enquanto a outra mantém a cabeça da vítima estendida e realiza respiração artificial;
• A freqüência da compressão deve ser aproximadamente de 80 por minuto;
• As pessoas trabalham melhor quando posicionadas em lados opostos da vítima, podendo trocar de posição sem interromper a seqüência de atendimento sempre que alguém cansar;

 

Troca de Posição

A pessoa que está ventilando, depois de efetuar uma insuflação, move-se para a posição apropriada para as compressões.    

A pessoa que está massageando, depois da quinta compressão, move-se para a cabeça da vítima e examina o pulso por no máximo cinco segundos, se não sentir o pulso a pessoa da cabeça efetua nova insuflação avisando a outra para continuar as compressões.

Se existir pulso, mas sem respiração, a pessoa deve dizer que há pulso e aplicar respiração artificial ( uma insuflação a cada cinco segundos).

    

Quando a ressuscitação é indicada e iniciada na ausência de um médico deve ser continuada até que ocorra o seguinte:

• Circulação e respiração espontâneas efetivas tenham se restabelecido.

• O esforço de ressuscitação tenha sido transferido a outra pessoa responsável que continue o SBV (suporte básico de vida).

• Um médico assuma a responsabilidade.

• Uma equipe de socorristas  assuma a responsabilidade.

• A vítima seja transferida para um serviço médico de emergência.

• A pessoa esteja exausta e sem condições de continuar a RCP.
 

Ferimentos

São lesões onde ocorre perda da integridade de qualquer tecido do organismo vivo. Constituem sempre uma ameaça, pelo risco de sangramento e infecção.

Podem ser Abertos ou Fechados.

ABERTOS

Escoriações ou Feridas Abrasivas

Causadas pela abrasão da pele contra uma superfície dura e áspera também chamadas de “queimaduras por abrasão”.
Sangramento em geral pequeno e a escoriação freqüentemente contém partículas de corpos estranhos, tais como cinza, graxa, terra, etc.
Se grandes áreas são escoriadas a dor pode ser intensa.
O tratamento consiste em colocarmos um pano limpo, umedecido, cobrindo a área escoriada, se necessário podemos colocar um
cobertor sobre esse pano umedecido, a fim de evitar a perda de calor.

Feridas Incisas

Causadas por objetos cortantes tais como arma branca, lâminas, vidro ou metal afiado. Os vasos sangüíneos e os tecidos são lesados,
deixando uma ferida de bordas lisas e com sangramento livre. Costumam produzir dor aguda. Perigos principais são: sangramento e
a lesão de nervos e tendões. Feridas por arma branca em abdômen, suspeitar de lesão em órgãos cavitários e hemorragia interna.

O atendimento geralmente consiste em providenciarmos a contenção de hemorragia
 

Feridas Lacerantes

Lesões com bordas irregulares, causadas por instrumentos grosseiros, tais como pedras, máquinas ou explosões.
Sangram de forma variável, de acordo com sua profundidade. Partes de pele ou de outros tecidos podem estar parcial
ou completamente arrancadas. As lacerações podem conter corpos estranhos tais como graxa, pedaços de roupa, vidro, etc.
Em acidentes causados por máquinas, partes do corpo podem ser esmagadas.
Atendimento idêntico ao da incisa, controle de hemorragias e cobrir o ferimento com panos limpos.

Feridas Punctórias

Ocorre a perfuração da pele e de tecidos subjacentes, causados por unhas e dentes de animais, armas de fogo, pregos,
agulhas e outros objetos pontiagudos, afiados ou não. Mesmo causando abertura pequena a lesão pode ser profunda e séria,
o objeto pode perfurar e partir-se, partes da vestimenta podem introduzir-se no ferimento. Como conseqüência, infecção,
dada a dificuldade de limpeza, em função da abertura externa e lesões de órgãos internos, no caso de feridas produzidas
por armas ou objetos de grandes dimensões.
Controlar sangramentos e, no caso de objetos empalados (fixados) no corpo, enfaizar de modo que fique sem possibilidade
de movimento ou que possa sair do local da ferida.

Amputação
Ocorre sempre que uma parte do corpo é completamente arrancada ou cortada, o sangramento é geralmente intenso e pode
levar ao choque. Geralmente, em caso de grandes sangramentos, providencie torniquete.

FECHADOS

Ocorre sempre que partes internas do organismo sofrem lesões não percebidas à primeira vista, sendo reconhecidas através de um minucioso exame posterior, daí a grande importância de o efetuarmos com seriedade e precisão. Hemorragias internas, devido a rupturas em órgãos cavitários ou outras lesões, levam ao choque e posteriormente à morte se não tratadas adequadamente. Esmagamentos devem ter especial atenção no tratamento pois podemos agravar um sangramento, por exemplo: ao retirarmos uma laje caída em cima da perna de uma pessoa, poderá causar uma hemorragia pela descompressão súbita causada pela retirada da laje. Para evitar este quadro, devemos efetuar manobras de contenção de hemorragias antes de retirá-la.

 

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